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Dieta e prevenção do câncer de próstata

Dieta e prevenção do câncer de próstata

O cancer de próstata é o tumor maligno mais frequente em homens com idade superior a 50 anos, excetuando-se os tumores de pele. Ele é superado apenas pelo cancer do pulmão como causa de óbito de pessoas do sexo masculino. Este tipo de cancer surge após interação de vários eventos, que envolvem fatores hormonais, geneticos, ambientais e alimentares...

Dieta e prevenção do câncer de próstata

O cancer de próstata é o tumor maligno mais frequente em homens com idade superior a 50 anos, excetuando-se os tumores de pele. Ele é superado apenas pelo cancer do pulmão como causa de óbito de pessoas do sexo masculino. Este tipo de cancer surge após interação de vários eventos, que envolvem fatores hormonais, geneticos, ambientais e alimentares.

Uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras propicia uma diminuição no risco para esse tipo de câncer, segundo os estudos mais recentes. Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção. Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, selênio e licopeno (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação. Entretanto ainda há controvérsias na forma e a quantidade em que estas substâncias se tornam especificamente benéficas.

Foram listadas abaixo, os mais fortes candidatos a ingredientes de uma dieta saudável, especialmente formulada para prevenção do câncer de próstata:

Licopeno: presente em leguminosas bem conhecidas como o tomate, a cenoura e em frutas como o mamão, a melancia e a goiaba. O licopeno, segundo estudos realizados na Universidade de Harvard, parece diminuir em até 35% os riscos do câncer de próstata.

Selênio e Vitamina E: foram estudados pelo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, Nova York, e constatou-se que em não fumantes tem um efeito protetor na dose de 200mg/dia de selênio e 800 mg/dia de Vitamina E, como suplementação. Encontramos Vitamina E em nozes, sementes, clara de ovo e óleos, e Selênio na castanha-do-pará, na noz-pecã, nos frutos do mar, aves, carnes vermelhas e grãos. Sugere-se, portanto que se faça uso de Vitamina E e Selênio ingerindo alimentos naturais, pois os estudos sobre a possibilidade de prevenção pela suplementação não foram confirmados.

Soja: rica em isoflavonóides. Sabe-se que os homens da raça negra são os mais propensos ao câncer de próstata, e que os orientais são os menos propensos a contrair este câncer. Uma prova bastante evidente do valor da soja, na prevenção do câncer de próstata, é que os orientais que tem uma dieta rica em soja, tem risco menor do que os americanos. Entretanto, quando orientais passam a residir nos Estados Unidos, mudam sua dieta alimentar e, em poucas gerações, a doença torna-se equivalente entre os dois povos.

Verduras: sabe-se que as populações que consomem mais crucíferas, tais como brócolis, couve-flor, espinafre estão menos pré-dispostas ao câncer de próstata.

Chá Verde: rico em polifenóis, seria importante para prevenir e evitara recidiva do câncer de próstata.

Tanto para o chá verde como para a ingestão de verduras, os estudos científicos existentes ainda não foram conclusivos.

O Dr. Flávio Iizuka, urologista titular da Sociedade Brasileira de Urologia, e Diretor da Clínica Climedin em São Paulo, alerta que uma dieta saudável e a prática regular de atividades físicas, não excluem a necessidade de avaliações regulares com especialistas, inclusive para pessoas sem sintomas, pois os sintomas como o sangramento na urina e dificuldade para urinar, surgem nas fases mais avançadas da doença. O exame de sangue com dosagem de PSA e o toque retal continuam sendo fundamentais para a detecção precoce da doença. Os pacientes mais propensos a desenvolverem câncer de próstata são aqueles com parentes diretos que tiveram a doença, devido ao fator hereditário. É importante ressaltar que a doença tem cura, desde que diagnosticada a tempo, na fase inicial, quando ela ainda permanece confinada à próstata.

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Mitos e Verdades sobre a Vasectomia

Mitos e Verdades sobre a Vasectomia

A obrigatoriedade de cobertura da vasectomia pelos planos de saúde, instituída no primeiro semestre de 2008, aumentou o interesse de muitos casais pela vasectomia como método anticoncepcional para o planejamento familiar. É importante explicar que a vasectomia, ou deferentectomia, é uma cirurgia que deve ser considerada definitiva. A cirurgia de reversão apesar de ser realizada, nem sempre garante bons resultados, especialmente se o tempo decorrido da vasectomia for longo, quando os índices de reversão são da ordem de 50 a 70%. ...

Mitos e Verdades sobre a Vasectomia

A obrigatoriedade de cobertura da vasectomia pelos planos de saúde, instituída no primeiro semestre de 2008, aumentou o interesse de muitos casais pela vasectomia como método anticoncepcional para o planejamento familiar.

É importante explicar que a vasectomia, ou deferentectomia, é uma cirurgia que deve ser considerada definitiva. A cirurgia de reversão apesar de ser realizada, nem sempre garante bons resultados, especialmente se o tempo decorrido da vasectomia for longo, quando os índices de reversão são da ordem de 50 a 70%. Além disto, deve-se ressaltar que a reversão é uma cirurgia de alto custo e difícil realização, com necessidade de microcirurgia e uso de lupas ou microscópio cirúrgico, o que impede sua realização a nível ambulatorial (consultórios).

A vasectomia é completamente diferente da castração masculina, pois não interfere na função hormonal de produção de testosterona pelos testículos, e assim, não causa perda de interesse sexual (queda de libido), nem impotência, e nem ganho de peso.

Não existem efeitos colaterais conhecidos decorrentes de realização de vasectomia, assim consideram-se falsos os mitos de que ela aumentaria o risco de andropausa (equivalente masculino da menopausa) ou provocaria maior risco ao câncer de próstata.

O que se observa na prática, é o homem vasectomizado tem aumento da libido devido menor temor de uma gravidez indesejada.

A cirurgia de vasectomia é 100% eficaz como método anticoncepcional, desde que documentada com exame de espermograma que indique a ausência total de espermatozóides no sêmem. Este exame deve ser realizado preferencialmente após 20 ejaculações ou 2 meses depois da cirurgia. Antes deste exame, existe o risco real de gravidez, devido presença de espermatozóides nas vesículas seminais que constituem um reservatório natural e que esgotarão os estoques depois de 10 a 20 ejaculações.

Existem pequenos riscos de complicações para realização de vasectomia, como sangramentos (hematomas) e infecção no local do corte da cirurgia. A complicação mais séria, mas felizmente rara é a Síndrome da Dor Pós-Vasectomia, que é o quadro de dor escrotal persistente após a cirurgia, e pode estar associada a infecções não detectadas no epidídimo (epididimite crônica) ou a congestão dos epidídimos, que são órgãos vizinhos aos testículos e responsáveis pela maturação dos espermatozóides. Em alguns casos, pode ser necessária uma nova cirurgia para retirada dos epidídimos (epididimectomia) para tratamento desta Síndrome.

Antes de realizar a vasectomia, o casal precisa saber que a lei 9.263 do Ministério da Saúde determina o seguinte perfil: homens casados (ou união estável) com mais de 25 anos e com 2 ou mais filhos vivos. E ainda, deve-se aguardar um período mínimo de 60 dias entre a data da consulta, quando o casal assina o termo de responsabilidade, e a data de realização da cirurgia, para que haja tempo suficiente para uma decisão madura sem riscos de arrependimentos futuros.

Os casais em dúvida sobre qual método anticoncepcional é mais seguro ou recomendado para cada caso, devem conversar com especialistas, urologistas ou ginecologistas, e buscar informações sobre métodos anticoncepcionais alternativos, como laqueadura tubária e implante de dispositivo intrauterino (DIU).

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Incontinência Urinária

Incontinência Urinária

A definição de incontinência urinária é a perda involuntária de urina. É um problema muito comum e que causa grande constrangimento, levando ao isolamento social e até mesmo depressão. Ocorre principalmente na quinta ou sexta década da vida, mas pode acontecer em qualquer idade, sendo mais freqüente em mulheres do que em homens.

Incontinência Urinária

A definição de incontinência urinária é a perda involuntária de urina. É um problema muito comum e que causa grande constrangimento, levando ao isolamento social e até mesmo depressão. Ocorre principalmente na quinta ou sexta década da vida, mas pode acontecer em qualquer idade, sendo mais freqüente em mulheres do que em homens.

A maior causadora da incontinência urinária em mulheres é a anatomia, pois a uretra feminina é curta e tem um esfíncter frágil comparado ao masculino. Condições comuns a várias mulheres como: múltiplos partos vaginais (especialmente com fórceps ou bebês grandes), cirurgia de retirada de útero e menopausa, também são fatores de risco para incontinência.A maior causadora da incontinência urinária em mulheres é a anatomia, pois a uretra feminina é curta e tem um esfíncter frágil comparado ao masculino. Condições comuns a várias mulheres como: múltiplos partos vaginais (especialmente com fórceps ou bebês grandes), cirurgia de retirada de útero e menopausa, também são fatores de risco para incontinência.

Os homens podem ter incontinência por conta de seqüela de cirurgias, como a prostatectomia radical para tratamento de câncer de próstata, e também após radioterapia por lesar nervos do esfícter masculino.

Em ambos os sexos, a obesidade, tosse crônica (ex: tabagismo), doenças que comprimem a bexiga, as bexigas hiperativas e ainda as bexigas neurogênicas, são causas frequentes da incontinência urinária.

Os tipos de incontinência urinária são os seguintes: 1) Incontinência urinária de esforço – sintoma principal é a perda de urina quando a pessoa tosse, espirra, ri, faz exercício; 2) Incontinência urinária de urgência – sintoma de vontade imperiosa de urinar, súbita, e que pode provocar perda de urina antes de chegar ao banheiro durante atividades normais do dia-a-dia; 3) Incontinência mista – combinação dos 2 tipos de incontinência descritos.Esta é um sintoma de perda urinária mais severo, pois ocorre tanto associada a esforços como também de forma espontânea, nas urgeincontinências.

Para o diagnóstico do problema, o médico especialista ( urologista ou ginecologista ) precisa fazer um histórico médico e exame físico detalhado. Geralmente solicita um diário miccional, que nada mais é do que o registro do horário e volume das micções, e das perdas urinárias, ou um exame mais específico chamado estudo urodinâmico que é pouco invasivo e determina a condição do esfícter e da bexiga do paciente. Outros exames como tomografia computadorizada, urografia excretora, uretrocistografia, ultrassonografia e exames laboratoriais podem ser solicitados para estudo do trato urinário e dos órgãos vizinhos.

Para os casos mais leves de incontinência urinária, recomenda-se fisioterapia do assoalho pélvico, que promove o fortalecimento da musculatura pélvica e do esfíncter. Tem a vantagem de ser desprovida de riscos e ter bom resultados quando bem indicado. A associação com tratamento farmacológico (Ex. anticolinérgicos) pode resolver o problema destes pacientes.

Aos portadores de incontinência mais grave, que precisam de uso de fralda ou forros sob a roupa, e que já tem algum grau de restrição ao convívio social, recomenda-se o tratamento cirúrgico. Notáveis avanços na cirurgia da incontinência urinária permitem cirurgias cada vez menos invasivas e de rápida recuperação com taxas de sucesso próximas a 100%. O paciente permanece no hospital apenas 1 dia ou horas, e retorna ao trabalho em menos de 1 semana, sobretudo quando submetido a cirurgias minimamente invasivas.

A cirurgia de sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra é a técnica mais utilizada e que produz excelentes resultados. A colocação de esfíncter artificial é o recurso mais avançado para correção da incontinência após cirurgia de câncer de próstata. Casos de incontinência urinária mista e não responsivos a tratamento farmacológico podem ser tratados com injeção de Botox na bexiga, por cirurgia endoscópica. O que pouca gente sabe, é que todas estas cirurgias têm cobertura pelos planos de saúde e também podem ser realizadas em centros médicos especializados do serviço público.

Dr. Flávio Iizuka ressalta que não é preciso aceitar a incontinência urinária como um fato inevitável da terceira idade ,tampouco ter de conviver com ela. Os pacientes tratados com as modernas técnicas disponíveis, seja por fisioterapia ou cirurgia, descobrem novamente a alegria de viver e retornam ao convívio social com recuperação plena da qualidade de vida. A incontinência urinária tem cura e o primeiro passo é a procura por um bom especialista.

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Pedra nos Rins

Pedras nos rins: conheça mais sobre esta doença e saiba como preveni-la

As pedras nos rins – ou cálculos renais – representam uma das doenças mais comuns nos dias atuais. Na especialidade da Urologia, está em terceiro lugar em frequência, perdendo apenas para as doenças da próstata e as infecções urinárias. Levantamentos estatísticos nos Estados Unidos indicam que até 12% da população terá pedras nos rins em algum momento da vida. No Brasil, com seu clima tropical, espera-se uma incidência equivalente ou maior à dos Estados Unidos. Mas por que elas aparecem?

Pedras nos rins: conheça mais sobre esta doença e saiba como preveni-la

As pedras nos rins – ou cálculos renais – representam uma das doenças mais comuns nos dias atuais. Na especialidade da Urologia, está em terceiro lugar em frequência, perdendo apenas para as doenças da próstata e as infecções urinárias. Levantamentos estatísticos nos Estados Unidos indicam que até 12% da população terá pedras nos rins em algum momento da vida. No Brasil, com seu clima tropical, espera-se uma incidência equivalente ou maior à dos Estados Unidos. Mas por que elas aparecem?

Fatores ambientais e individuais são tidos como causas da formação de cálculos.

Sua incidência vem aumentando ao longo dos anos, e diversas podem ser suas causas: a possível relação com o aquecimento global e o processo de urbanização não planejado que transformam cidades em “ilhas de calor”, com escassas áreas verdes. Tanto a influência geográfica, relacionada à temperatura elevada, como fatores culturais regionais, principalmente relacionados a hábitos alimentares, contribuem para o crescente número de casos de pedras nos rins. Apesar de não haver estudos recentes, observa-se, de forma assustadora, que até crianças vêm apresentando cálculos renais, e cada vez mais precocemente, a partir de 5 anos de idade.

A predisposição genética é a principal causa individual da doença, observada em 50% a 60% dos pacientes. Em segundo lugar, podemos agrupar os hábitos alimentares inadequados, como a baixa ingestão de líquidos e o consumo excessivo de sal e proteínas. Em terceiro lugar, agrupamos condições especiais, como infecções urinárias por bactérias produtoras de cálculos, distúrbios metabólicos e alterações anatômicas com situações de baixo fluxo urinário. O mecanismo comum a todos os casos é a hipersaturação (hiperconcentração) da urina por sais como oxalato, fosfato, cálcio e ácido úrico, que provocam a precipitação de cristais microscópicos que se combinam até formar as pedras. Determinadas doenças metabólicas, como gota, hiperparatireoidismo e acidose tubular renal, podem ser simultaneamente diagnosticadas em pacientes que manifestam cálculo de forma recorrente, bilateral ou de rápido crescimento. Entretanto, a grande maioria está na categoria da doença idiopática, ou seja, de causa desconhecida.

Os hábitos alimentares podem ser corrigidos: aumentar a ingesta hídrica (o ideal seria cerca de 2 litros por dia); uma dieta equilibrada, com redução de proteínas e do sal. O sal comum (cloreto de sódio) é de fácil acesso e muito apreciado por valorizar o sabor dos alimentos e ter propriedades conservantes. Os alimentos industrializados, em geral, como congelados, refrigerantes, sucos em caixinhas, embutidos, conservas e sanduíches, são as maiores fontes de sal em excesso.

A necessidade diária de sal recomendada pela OMS é de, no máximo, 2,4 g ou 2.400 mg. O brasileiro ingere, em média, quatro vezes mais que o recomendado. Além dos efeitos renais, o abuso do sal é prejudicial também para o coração. Agrava a hipertensão arterial e causa a retenção de líquidos. Em alguns casos, como os de doentes renais e hipertensos, a recomendação é restringir a 1 grama por dia, ou seja, a quantidade equivalente àqueles saquinhos que encontramos nas mesas de restaurantes. O consumo abusivo de carnes, como recomendado em dietas de emagrecimento da moda, por exemplo, a Dieta do Dr. Atkins e South Beach, é contraindicado para pacientes com predisposição a cálculos renais.

O sedentarismo e a obesidade também são fatores de risco para pedras nos rins. Um estudo publicado em 2009 pelo renomado hospital Johns Hopkins (EUA) provou que pacientes submetidos a cirurgia para redução do estômago têm aumento de quase o dobro de risco de desenvolver cálculos renais. Portanto, a prática regular de atividades físicas contribui para o controle da doença e uma vida saudável.

Os avanços recentes da Medicina permitem um tratamento cada vez menos invasivo para as pedras nos rins. As cirurgias abertas, com corte, estão praticamente abolidas, sendo substituídas pela cirurgia percutânea, endoscópica e litotripsia extracorpórea. A cirurgia de litotripsia transureteroscópica flexível com laser é uma nova opção, cada vez mais realizada no exterior e nos melhores hospitais brasileiros, para cálculos de até 2 cm, com altíssima eficácia e baixo risco, propiciando a alta hospitalar em cerca de 24 horas.

Tabela 10 Mitos vs. Verdades:

1. Sementes de tomate causam pedra nos rins: Mito

2. Reposição de cálcio via oral causa pedra nos rins: Mito

3. Ingestão de leite provoca pedras nos rins: Mito

4. Ingerir frutas cítricas (como limão e laranja) previne pedras nos rins: Verdade

5. Chá de quebra-pedra funciona: Verdade

6. Existe medicamento para dissolver as pedras nos rins: Mito

7. Existe medicamento para prevenir a formação de pedras nos rins: Verdade

8. Existe medicamento para ajudar a eliminar as pedras (durante a cólica renal): Verdade

9. Pedra dentro do rim normalmente não causa sintomas: Verdade

10. Cerveja é bom para quem tem pedras nos rins: Mito

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Pedra nos Rins

A Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é ainda pouco conhecida pelos profissionais de saúde. Entretanto, isto precisa mudar, tanto pelo caráter epidêmico, com freqüência altíssima, estimada em mais de 50% dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), e pelo paradoxo de fazer daqueles que promovem a saúde, seus próprios doentes.

Esta síndrome não acomete apenas médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, mas qualquer profissional que lide diretamente com pessoas, e com uma rotina intensa e desgastante, como advogados, professores, policiais, bombeiros, agentes carcerários, operadores de callcenters, entre outros.

A Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout é ainda pouco conhecida pelos profissionais de saúde. Entretanto, isto precisa mudar, tanto pelo caráter epidêmico, com freqüência altíssima, estimada em mais de 50% dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), e pelo paradoxo de fazer daqueles que promovem a saúde, seus próprios doentes.

Esta síndrome não acomete apenas médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, mas qualquer profissional que lide diretamente com pessoas, e com uma rotina intensa e desgastante, como advogados, professores, policiais, bombeiros, agentes carcerários, operadores de callcenters, entre outros. A definição moderna seria “Síndrome caracterizada pelo esgotamento físico, psíquico e emocional, em decorrência de trabalho estressante e excessivo. É um quadro clínico resultante da má adaptação do homem ao seu trabalho.” (Hudson Hübner França, 1987). Cabe aqui salientar que Síndrome de Burnout não é sinônimo de estresse genérico, mas um tipo específico de estresse que tem origem no trabalho.

Para aqueles profissionais que se enquadram no grupo de risco, vai um alerta das graves conseqüências finais desta síndrome: elevados índices de suicídios, abuso de drogas e bebidas alcoólicas, incapacidade física ou mental definitiva, e morte pelas doenças associadas como infarto do miocárdio, derrame, diabetes, entre outros.

Os sinais e sintomas podem ser classificados em físicos, psicológicos e comportamentais, e estão listados na tabela 1.

tabela 1

Sabemos que o estresse está relacionado com muitas doenças, como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, obesidade, gastrite, alopécia (perda de cabelo), psoríase, alergias, insônia, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (“derrames”), distúrbios sexuais - como impotência sexual e ejaculação precoce no homem e frigidez nas mulheres – e transtornos psicológicos, como depressão, ansiedade e suicídio.

Peter Nixon conduziu um estudo que explica a tendência ao estresse no estilo de vida moderno. A curva da função humana, como este pesquisador descreve, é um retrato do que acontece com pessoas submetidas a qualquer estímulo estressante. Inicialmente, existe um rápido e progressivo ganho de produtividade e desempenho, ou seja, nesta fase o indivíduo experimenta a fase boa do estresse. Por este motivo, a sociedade e o próprio indivíduo toleram, e até estimulam o estresse, visto que ele é positivo, por provocar uma tensão saudável e produzir aumento de desempenho, e consequentemente maiores ganhos a nível pessoal e institucional. Na segunda fase, existe um declínio do desempenho, pelo aparecimento da fadiga. Ao persistir o estímulo estressor, o indivíduo passa da fadiga para o esgotamento, e ao contrário do senso comum, não tem uma estagnação do seu desempenho ou um declínio lento, mas sim uma queda abrupta para a total inatividade, explicada pela ocorrência das doenças associadas. No gráfico 1 o ponto P representa o ponto limite, que uma vez ultrapassado, é irreversível, e o indivíduo tem que ser definitivamente afastado de suas atividades, e depois de recuperado (se isto ocorrer) deverá considerar seriamente a mudança de profissão.

grafico 1

Existem 2 conhecimentos surpreendentes na questão da Síndrome de Burnout: todos os doentes têm a sua autocrítica distorcida, pois o estresse provoca uma reação global do organismo com alterações físicas, endócrinas e mentais que é descrita como preparo do organismo para reação de luta ou fuga. Um exemplo: existem histórias de soldados que no campo de batalha não percebiam um braço estilhaçado e que continuavam guerreando ou fugindo sem sentir dor, devido a situação de estresse extremo. Assim, é comum que portadores de Burnout sejam os últimos a reconhecerem a gravidade da sua situação. O outro novo conhecimento, é o impacto equivalente que tanto fatores positivos e negativos têm em provocar estresse. Por exemplo, é muito difícil para o senso comum aceitar que o estresse negativo da perda de um filho possa ser tão intenso como o nascimento de um filho, mas está provado que ambos desencadeiam a mesma pontuação na escala do estresse. Todos nós temos a tendência de subestimar os impactos das mudanças, quando elas são consideradas positivas, e isto é muito perigoso.

O tipo de personalidade do indivíduo tem grande importância como fator facilitador à ocorrência de Burnout. O indivíduo com a personalidade classificada pelos psicólogos como tipo A é propenso ao estresse. Ele é descrito como impaciente, ambicioso, competitivo, agressivo e trabalhador; estabelece metas e expectativas muito altas e está particularmente propenso a emoções antecipadas, induzidas pelo estresse, como a ansiedade. Enquanto o tipo B, que é bem-humorado, calmo, relaxado, e não é publicamente ambicioso, corre menos risco de ter estresse e doenças cardíacas.

O ambiente de trabalho também pode ser um outro fator facilitador da Síndrome, como pode ser visto na tabela 2. Estes podem ser classificados em desencadeantes sócio-organizacionais e ambientais.

tabela 2

O primeiro passo para controle de Burnout é o diagnóstico individual ou coletivo daqueles grupos de maior risco, como por exemplo, funcionários de pronto atendimento e UTI do hospital. A abordagem deve incluir medidas de controle dos fatores desencadeantes. Algumas medidas são muito simples e de aplicabilidade imediata: criação de programas de alerta e conscientização de estresse, reestruturação de equipes com objetivo de harmonização, treinamento de funcionários (educação continuada), redução da burocracia, investimento no ambiente de trabalho com aquisição de ar condicionado, móveis ergonômicos, boa iluminação e incentivo a eventos de socialização e confraternização.

O controle do estresse a nível individual é possível através de muitas medidas de curto, médio e longo prazo. Os acometidos devem procurar especialistas que possibilitem o diagnóstico e tratamento precoce de doenças, através de um check-up completo. Se for o caso, a ajuda de psicólogos ou psiquiatras é obrigatória, quando houver tentativas de suicídio ou abuso de drogas ou álcool. A prática de atividade esportiva regular e uma dieta balanceada são importantes para o controle do peso e manutenção da saúde.

O gerenciamento de tempo é fundamental. Pouco adianta usar um bom relógio, pois neste campo, as pessoas têm melhores resultados com uma bússula. Mais importante que controlar o tempo, uma boa gestão do tempo exige prioritariamente, a definição do rumo pretendido na vida e na carreira. Disso depende todo o resto, e assim, haverá menos desperdício de energia e foco nas prioridades, e inclusive serenidade e convívio saudável com a família. O uso de novidades tecnológicas como palmtops, notebooks, e-mail, internet, e celulares, tem um valor controverso, por causa do lado positivo do aumento de produtividade e melhor aproveitamento do tempo, porém existe o risco do rompimento dos limites entre o lazer e o trabalho. Os intervalos de descanso durante o expediente devem ser respeitados, procurando relaxamento e melhora do relacionamento interpessoal. As férias devem ser bem planejadas e efetivamente gozadas a intervalos regulares. O cuidado com a aparência pessoal e a busca de uma comunicação clara e assertiva devem ser constantes. O investimento pessoal em reciclagem, participação de cursos e congressos é muito positiva.

O novo contexto do mundo globalizado, com um ritmo alucinante de mudanças, o excesso de informações e a alta competitividade, tem contribuído com o agravamento do Burnout nas pessoas de risco. Da mesma forma que os profisssionais da saúde são uma das principais vítimas, estes são também os mais aptos para dar a volta por cima, para continuar na nobre missão de socorrer e salvar vidas.

Bibliografia:

Administração do Estresse. 6ª edição. Jerrolds S. Greenberg. – Barueri, SP. Ed. Manole, 2002.

Gerenciamento do estresse: traga calma para sua vida já!. Brian Clegg – Rio de Janeiro, RJ. Ed. Quallitymark, 2002.

Gerenciamento de Tempo: concentre nos objetivos, evite distrações, organize seu espaço, delegue com eficiência: soluções práticas para os desafios do trabalho. Melissa Raffoni – Rio de Janeiro, RJ. Ed. Elsevier, 2006.

O Livro da Sobrevivência ao Estresse: como relaxar e viver positivamente. Alix Kirsta – São Paulo, SP. Ed. Manole, 1999.

O Stress no Brasil: Pesquisas avançadas. Marilda Lipp (org.). – Campinas, SP: Papirus, 2004

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Pedra nos Rins

Ejaculação precoce: a oportunidade de aprendizado com o urologista

A ejaculação precoce pode ser definida como aquela que acontece no primeiro minuto de penetração ou mesmo antes do início da relação sexual. De forma mais abrangente, segundo os pesquisadores Willian Masters e Virginia Johnson, o ejaculador rápido pode ser caracterizado por aquele que não consegue ter controle para satisfazer a parceira em pelo menos 50% das relações sexuais. Se a parceira persistentemente não chega ao orgasmo por outras razões, que não a rapidez do processo, o conceito deixa de ser válido.

Ejaculação precoce: a oportunidade de aprendizado com o urologista

A ejaculação precoce pode ser definida como aquela que acontece no primeiro minuto de penetração ou mesmo antes do início da relação sexual. De forma mais abrangente, segundo os pesquisadores norte-americanos Willian Masters e Virginia Johnson, o ejaculador rápido pode ser caracterizado por aquele que não consegue ter controle para satisfazer a parceira em pelo menos 50% das relações sexuais. Se a parceira persistentemente não chega ao orgasmo por outras razões, que não a rapidez do processo, o conceito deixa de ser válido.

As causas da ejaculação precoce raramente são físicas, e quase sempre são psicológicas associadas a um perfil de ansiedade. Alguns trabalhos científicos indicam que a primeira relação sexual feita de forma apressada, seja com uma namorada em situações improvisadas ou com uma prostituta que prefere um relacionamento rápido e superficial, podem determinar no subconsciente este tipo de padrão de comportamento sexual.

A importância da ejaculação precoce é inegável, tanto pela frequência como pela gravidade do sofrimento psicológico infringido ao casal, causando desentendimentos e até separações. Ao homem provoca baixa autoestima que leva a impotência sexual, e à mulher, provoca sentimentos negativos que vão desde culpa até desprezo pelo sexo. Estudo científicos indicam que cerca de 1 em cada 3 homens sofre do problema.

O tratamento da ejaculação precoce fundamenta-se em 3 frentes: terapia comportamental, psicoterapia e medicamentos. Não existem cirurgias para o tratamento de ejaculação precoce; a cirurgia conhecida como neurotomia seletiva do pênis é condenada pela Sociedade Brasileira de Urologia, tanto pela ineficácia como pelo risco de sequelas graves.

A terapia comportamental é muito simples, mas pouco indicada por médicos, visto que requer tempo e paciência para correta aplicação. Esta abordagem baseia-se na orientação adequada da forma de realização da atividade sexual e treinamento constante. Recomenda-se uma prática sexual frequente, ou seja, pelo menos 2 ou 3 relações por semana, e com parceira fixa.

A ejaculação é um reflexo automático provocado pelo estímulo tátil e pode ser controlado seguindo uma regra aplicável a todos os reflexos: concentração no estímulo sensorial, antecipação do ato reflexo e, se possível, interferência na intensidade e duração do estímulo. A técnica "Stop-Go" pode ser aplicada durante a masturbação ou durante uma relação sexual; nela o paciente deve focar sua atenção no estímulo tátil do pênis, mantendo máxima sua excitação, e quando sentir que está próximo do ponto de inevitabilidade de gozar, deve reduzir imediatamente seus movimentos ou retirar o pênis da vagina e comprimir a glande com indicador e polegar por 10 segundos, até sentir que readquiriu o controle, e somente depois pode recomeçar o ato sexual ou a masturbação. Com este treino, o paciente vai adquirindo gradativamente o controle sobre o reflexo da ejaculação. Muitos pacientes com o problema, fazem justamente o contrário, ou seja, durante o ato sexual buscam distração e buscam imagens mentais não excitantes, puxam o cabelo, mordem o lábio e com isto, perdem totalmente o controle sobre a ejaculação, e pior, perdem também a excitação e a ereção.

A posição durante o ato sexual é muito importante, e assim, recomenda-se posições em que o homem tenha controle sobre os movimentos e possa modular a intensidade do estímulo tátil. E recomenda-se uma posição que seja a menos excitante ou que reduza a ansiedade.

A psicoterapia deve ser buscada pelos pacientes com quadros mais severos, que não responderam bem aos medicamentos e nem a terapia comportamental. Os psicoterapeutas especializados em terapia sexual e terapia de casais são os mais indicados, e especialmente, quando existe um sério comprometimento da autoestima do homem e degradação do relacionamento do casal.

O tratamento medicamentoso deve ser instituído com orientação médica. As drogas classicamente receitadas são antidepressivos, e que podem causar vários efeitos colaterais. Estas drogas são de uso contínuo e requerem ajuste da dose adequada para cada indivíduo. O consumo de álcool deve ser restringido durante o tratamento. As drogas mais comumente utilizadas são a paroxetina, fluoxetina, sertralina e imipramina.

Desde junho de 2009, a empresa Janssen Cilag, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, comercializa na Europa a droga Priligy com o princípio ativo dapoxetina. Esta droga é bastante promissora, e deverá ter um impacto similar ao lançamento do Viagra, por ser a primeira droga especialmente desenvolvida para ejaculação precoce e seu uso ser esporádico, apenas 1 a 3 horas antes da relação sexual. O uso intermitente reduz o risco de efeitos colaterais, permite menor restrição a ingestão de bebidas alcóolicas e reduz o risco da droga perder o efeito progressivamente conhecido como tolerância medicamentosa. As publicações científicas deste novo medicamento são animadoras, e indicam a possibilidade de dobrar ou triplicar o tempo das relações sexuais. Este medicamento ainda não foi liberado para comercialização no Brasil, mas algumas importadoras já trazem o medicamento a um custo elevado.

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